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INSTITUTO DE EDUCAÇÃO GENERAL FLORES DA CUNHA

Projeto de Restauração
Porto Alegre, RS
Projeto – 2012-2014
Área total construída: 8.594,03 m²
Área total do terreno: 11.021,00 m²

OBJETIVOS:

O projeto de restauração do Instituto de Educação General Flores da Cunha seguiu duas orientações: por um lado, recuperar e conservar o edifício, patrimônio estadual tombado; por outro, modernizá-lo e adaptá-lo à nova configuração da escola e às novas tecnologias.

As etapas do projeto de restauro permitiram avaliar o estado do conjunto do instituto e delinear ações e procedimentos para a recuperação dos materiais e a qualificação dos espaços. Paralelo a isso, o trabalho desenvolvido junto às secretarias do estado, entidades do patrimônio e representantes da escola, possibilitou a formulação de estratégias para adaptá-lo às normas vigentes e às novas necessidades da escola.

PROPOSTA:

O Instituto de Educação (IE) configura-se em um conjunto edificado tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE). Com aproximadamente 8.400 m² de área construída, está inserido em quarteirão integrante do Parque Farroupilha, tombado pelo Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (EPAHC).

O IE é formado por três pavilhões independentes: o Bloco Principal (edifício em L), o pavilhão do Jardim de Infância e o pavilhão de esportes (ginásio). Os três edifícios conformam o pátio central de forma irregular, local onde se desenvolve a recreação ao ar livre.

As novas estruturas propostas resumem-se a intervenções pontuais para atendimento de exigências legais, principalmente acessibilidade e prevenção de incêndio, e para atualização total das instalações prediais, sempre respeitando as exigências apresentadas pelos órgãos de preservação – IPHAE e EPAHC.

O projeto de restauro proposto prevê apenas a substituição de elementos que não são passíveis de restauro, como por exemplo as estruturas secundárias de madeira e as calhas do telhado. Para tanto, foi proposto uma cobertura temporária sobre o telhado para proteger a estrutura original durante sua restauração, afim de garantir que mesmo durante a obra o prédio não seja afetado pelas intempéries. Portanto, assim que as tesouras de madeira e as telhas originais forem devidamente recuperadas, elas serão recolocadas, e a estrutura metálica provisória, retirada, devolvendo ao prédio a sua volumetria clássica.

 RESTAURAÇÃO

Por se tratar de um restauro, foram realizadas prospecções minuciosas dos materiais, com mapeamento de cada patologia, desde as fachadas até as esquadrias, mobiliários e áreas internas. Depois disso, foram previstas as intervenções e testadas as soluções, como por exemplo a limpeza das pixações, que demandou testes especiais com as técnicas a serem aplicadas na obra, para garantir a limpeza sem causar desgaste excessivo da fachada. Portanto, as definições relativas ao restauro foram o resultado de uma série de cuidadosas etapas de trabalho.

Iniciou-se com a compilação de pesquisa histórica sobre o sítio, edifício e sobre a escola, desde o momento de sua fundação. Seguiu-se a etapa de levantamento métrico-arquitetônico dos pavilhões, bem como o levantamento e análise de cada uma das infraestruturas presentes no conjunto. Nas etapas de diagnóstico e prospecção foram identificados danos e alterações nos edifícios, ocorrido ao longo dos anos, e foram verificadas a originalidade de cada material e a configuração inicial dos espaços internos.

Concomitantemente, foram elaborados cadernos específicos de estudo de cores, de esquadrias e de restauração do mobiliário histórico. Esse conjunto de informações/análises configurou-se nas bases para as definições e diretrizes de restauro deste projeto, entendidas aqui como os procedimentos de restauração, reconstituição, reestruturação e conservação do Instituto.

 INTERVENÇÕES

Conjuntamente ao trabalho de restauração e sempre em conformidade com este, foram projetados anexos, infraestruturas e adaptações do conjunto para qualificar e modernizar a escola.

Os projetos partiram da configuração de usos definida em comum acordo de todas as partes envolvidas – escola, secretárias, órgão do patrimônio. Foram desenvolvidos projetos de acessibilidade, paisagismo, elétrica, iluminação interna e externa, segurança, lógica, sonorização, hidráulica, PPCI, climatização e estrutural.

A legislação vigente – federal, estadual e municipal – e as novas instalações exigiram a providência de novas estratégias arquitetônicas para o interior dos edifícios e de novas estruturas de apoio ao conjunto. Essas mesmas intervenções foram projetadas de modo a melhorar o conforto e a usabilidade do edifício.

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Foto da inauguração: Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha. Foto: Prati.com.br.
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Foto de 1937 da inauguração como Escola General Flores da Cunha. Foto: Marlene C. Denise.
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Levantamento fotográfico.
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Levantamento métrico de patrimônio arquitetônico.
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Ficha da catalogação do mobiliário.
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Diagnóstico: identificação e localização dos danos.
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Diagnóstico: mapeamento dos danos.
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Prospecção: estudo dos revestimentos das paredes.
zoneamento-atual
Zoneamento atual.
zoneamento-proposto.v2
Zoneamento proposto.
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Diagrama das épocas de cada construção.
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Diagrama de acessibilidade universal proposta.
diagrama-infra
Diagrama de infraestrutura proposta.
diagrama-adaptacao-e-conforto
Diagrama de adaptação e conforto propostos.
diagrama-sustentabilidade02-01
Diagrama de medidas sustentáveis adotadas.
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Procedimentos e testes de restauração: limpeza das fachadas com sistema de jateamento a base de gelo seco.
Atual fachada principal do conjunto e proposta.
Atual pátio interno e proposta.
Atual pátio esportivo e proposta.

EQUIPE DE PROJETO

Autores:

Arq. Leonardo Marques Hortencio (responsável técnico)
Arq. Tiago Holzmann da Silva
Arq. Paula de Moraes Lopes
Arq. Leonardo Damiani Poletti
Arq. Alexandre Pereira Santos
Arq. Angélica Magrini Rigo
Arq. Mariane Dall’Agnol

Colaboradores:

Arq. Enilda Miceli (restauro)
Arq. Carla Mendes
Arq. Aline Beatriz Cervo
Arq. Henrique Lorea Leite
Acad. Arq. Rochelle Q. Vieira da Costa
Acad. Arq. Pedro Terra Oliveira
Acad. Arq. Sheila Magnani
Acad. Arq. Paula Bellé
Acad. Arq. Luiza Pötter Haussen
Acad. Arq. Edgar Belmeni Steffens
Acad. Arq. Samuel Tibola Jachetti
Acad. Arq. Rafael Jeí Fuhr Puig
Arq. Sandra Maria Favaro Barella
(diagnóstico)
Arq. Renata Brustolin (diagnóstico)
Arq. Maturino Luz (pesquisa histórica)
Historiadora Naida Menezes (pesquisa histórica)
Arqueóloga Mariana Neumann
Topogr. Eduardo de Souza Arlaque (topografia)
Eng. Moises Schlafman – ETA Tecnologia
Eng. Agr. Cláudia Steiner (paisagismo)
Sr. Evandro Cardoso Medeiros
Eng. Ítalo Martins La Rocca (projeto de elétrica)
Eng. Renata Garcia Giacobbo (PPCI)
Eng. Eneida Borges (projeto de hidráulica)
Eng. Civil Éverton Rigo Ayres (projeto estrutural)
Eng. Luis Augusto Ercole
Arq. Sandro Zanini (projeto luminotécnico)
Tec. Mirco Zanini (projeto luminotécnico)
Eng. Mec. Paulo Bellé (projeto de elevador e plataformas)
Eng. Mec. Alexandre Osório Mallmann (projeto de climatização)
Tec. Paulo Ricardo Dias (projeto de climatização)
Eng. Civil Augusto Cesar Correa Franarin (orçamento)