© 2015 3C Arquitetura e Urbanismo. All rights reserved.

065_BLX

PARQUE URBANO DO BOLAXA

Prefeitura Municipal de Rio Grande – Secretaria de Meio Ambiente (SMMA)         Bunge Fertilizantes

Rio Grande – RS
Projeto – 2015-2016
Área de intervenção: 20.000,00 m² (urbanismo e paisagismo)
Área construída: 300,00 m² (edificações)

OBJETIVOS

O Arroio Bolaxa é um importante corpo hídrico de água doce da cidade de Rio Grande e compõe a Área de Preservação Ambiental Lagoa Verde. Ele corta uma Rodovia Estadual, além de propriedades públicas e privadas. Seu leito atinge profundidades de até três metros e suas margens abrigam diversas espécies de flora e fauna nativa. Um dos trechos de área pública cortado por este manancial, atualmente apropriado pela população local sem qualquer tipo de regramento e com oferta mínima de infraestrutura, configura a área de intervenção do projeto.

O Parque Urbano do Bolaxa foi criado em 8 de junho de 2011, através de Decreto Municipal, para fins de conservação, educação ambiental e lazer. O decreto prevê a implantação do parque visando a proteção das espécies e dos ecossistemas aí presentes, bem como o uso público para atividades educacionais, de recreação e lazer; também cita o controle da ocupação humana nas áreas adjacentes.

A empresa Bunge Fertilizantes S.A. assumiu o compromisso, junto ao governo municipal e ao Ministério Público, de contratar o Projeto Arquitetônico do Parque Urbano do Bolaxa e de realizar o cercamento do mesmo.

PROPOSTA

O projeto trata essa área de inestimável valor ambiental de maneira singular, buscando propor uma abordagem adequada que respeita as particularidades de cada um dos setores presentes no espaço assim como potencializa os usos atualmente identificados. A proposta desenvolvida busca atender as necessidades e anseios tanto do poder público como da população local, porém sempre mantendo o foco em uma intervenção extremamente cuidadosa, que respeita em cada uma das suas proposições a exuberante paisagem natural, composta por espécimes peculiares da fauna e flora local.

Todos os novos equipamentos projetados para o Parque levam em consideração a utilização de materiais de baixo impacto ambiental. Além disso, a execução de tais equipamentos dispensa maquinário de grande porte, o que contribuirá com a preservação do ambiente. Ainda está prevista o plantio de espécies nativas em grandes áreas do Parque, sendo que tal processo já se encontra em curso, sendo coordenado pela Secretaria de Município do Meio Ambiente.

O projeto do Parque Urbano do Bolaxa prevê a setorização do espaço em três grandes áreas que apresentam diferentes níveis de intervenção e uso, partindo do mais intensivo e chegando ao mais restrito:

  • O nível 1, de uso diário e intensivo, se configura como o acesso do parque e é composto por guarita de controle, áreas de estacionamento para veículos particulares e ônibus de visitantes, além de recepcionar e orientar os usuários do espaço. Também conta com quiosques, playground, anfiteatro e com os prédios do Viveiro Educacional e do Centro de Visitação e Educação Ambiental.

  • No nível 2, de uso esporádico e extensivo, estão previstas intervenções bastante pontuais que buscam preservar ao máximo as características originais da vegetação desta área. Desta forma, foram projetados 5 espaços para piquenique com mobiliário básico além de uma trilha suspensa em madeira que segue ao longo das margens do Arroio Bolaxa. Por iniciativa da própria SMMA, alguns pontos deste setor, principalmente os mais próximos ao curso d’água, já encontram-se em fase de reflorestamento com espécies nativas.

  • Já o nível 3, configura-se como uma área de preservação permanente e, portanto, apresenta intervenções mínimas. Basicamente, está previsto no local a limpeza e delimitação de trilhas já existentes e a execução de uma torre de observação, com estrutura toda em madeira, onde os usuários poderão visualizar do alto toda extensão do parque e seu entorno imediato.

Vista aérea geral da proposta de intervenção.

Implantação geral do Parque do Bolaxa. À direita a Escola infantil municipal (pré existente) e o acesso ao Parque com principais espaços e atividades, que correspondem ao setor 1 de uso intensivo e mais urbanizado. Ao cento o Parque urbano com equipamentos de lazer, correspondente ao setor 2. E à esquerda a área de preservação permanente com as trilhas de visitação ambiental, correspondentes ao setor 3. Ao sul, Arroio Bolaxa. Vista aérea geral da proposta de intervenção.

Diagrama de evolução de zoneamento da proposta, 1 e 2.
Diagrama de evolução de zoneamento da proposta, 3 e 4.
Vista do acesso ao Parque, áreas de portaria e controle, estacionamento e bicicletários.
Praça de acesso ao Parque com equipamentos de lazer e espaços para feiras e eventos.
Pergolado e espaço para feiras e eventos.
Passarelas elevadas de visitação à área de preservação permanente, junto ao Arroio Bolaxa, localizada no segundo nível da intervenção.
Centro de Visitação, edificação destinada a recepção e educação ambiental.
Entrada Centro de Visitação.
Vista interna e diagrama estrutural do Centro de Visitação.
Torre de observação com estrutura toda em madeira, localizada no terceiro nível da intervenção.
Diagrama do sistema de captação de água da chuva.
Diagrama do sistema de aquecimento de água.

 EQUIPE DE PROJETO

Autores:

Arq. Leonardo Damiani Poletti
Arq. Tiago Holzmann da Silva
Arq. Leonardo Marques Hortencio
Arq. Alexandre Pereira Santos
Arq. Angélica Magrini Rigo
Arq. Pedro Terra Oliveira

Colaboradores:
Eng. Everaldo Pletz