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REFÚGIO BIOLÓGICO BELA VISTA

Plano de urbanização e projetos executivos de paisagismo e arquitetura
Itaipu Binacional
Foz do Iguaçu, PR
Projeto: set-dez/2000 (fase 1) – jan-abr/2001 (fase 2)
Área total: 48 hectares
Área construída: aproximadamente 5.000m² (37 edificações)
Área urbanizada: aproximadamente 230.000m²

CONTEXTO
Os refúgios biológicos são unidades de conservação ambiental pertencentes à Itaipu Binacional e surgem como parte das medidas compensatórias que a Central Hidroelétrica realiza. Desenvolvem, entre outras atividades, a produção de mudas e plantio de reflorestamento e criação e recuperação de espécies animais nativas para sua reinserção no habitat natural.

PROPOSTA
O RBBV é o mais importante dos refúgios do lado brasileiro e passa por um processo de ampliação das suas atividades. Neste sentido formou-se uma equipe, que envolveu a UFPR, UFRGS/NORIE e 3C Arquitetura e Urbanismo, para a elaboração de estudo para a construção de novas edificações, urbanização e infra-estrutura, devendo ser concebido “dentro do conceito de sustentabilidade e educação ambiental”.

O conceito da diversidade definiu o projeto. Assim, a aplicação de soluções diferenciadas, desde a concepção da base geométrica do projeto até os sistemas de condicionamento, abastecimento de água e energia.
A implantação das edificações e áreas abertas baseou-se em sobrepor uma malha retangular, utilizada nas áreas funcionais do RBBV, e a outra radial, relacionada às áreas de visitação.

A tecnologia construtiva, determinou a escolha de materiais menos impactantes ao ambiente e abundantes na região, com baixo consumo em sua produção: tijolo cerâmico, basalto, madeira de reflorestamento.

O sistema de distribuição de água e tratamento local de esgoto e de resíduos foram abordados sob diversas formas: coleta da água da chuva e tratamento das águas cinzas para reuso; utilização de caixas de descarga em dois estágios; estação de tratamento de efluentes com sistemas naturais; reutilização de resíduos; biomassa; biogás; entre outros. A energia eólica será utilizada para acionamentos de bombas d’água. Painéis fotovoltáicos gerarão energia na área dos recintos. Coletores solares aquecerão a água do edifício da veterinária, enquanto que a combustão de massa vegetal, em lareiras, proporcionará o aquecimento de diversos ambientes.

Pretende-se, finalmente, uma redução de aproximadamente 80% no uso de aparelhos de ar-condicionado através da utilização de coberturas vegetais, de água e com isolamento por camadas de ar, paredes espessas, orientação, posição e dimensões das aberturas, conjuntamente com a utilização de trocadores de calor por água e terra.

002_RBV_76Principal.Croqui geral.Acesso ao centro de recepção do visitanteImplantação.

Módulo de apoio.Foto aérea da obra.Foto aérea da obra.

 

EQUIPE DE PROJETO

Autores:
Arq. Tiago Holzmann da Silva
Arq. Pedro Augusto Alves de Inda

Co-autores:
Arq. Camilo Holzmann da Silva
Arq. Letícia Rodrigues
Arq. Rafael Simões Mano
Arq. Marco Antônio Lopes Maia.

Colaboradores:
Arq. Carlos Eduardo Paes Leme Nicolini
Arq. Hilton Albano Fagundes
Arq. Letícia Thurman Prudente
Arq. Daniele Caron.
Biol. Rodrigo Balbueno.
Acad. Arq. Cristian Illanes
Acad. Arq. Cristiano Kunze
Acad. Arq. Luciana Ramos de Castilhos
Acad. Arq. Vinícius de Medeiros.

LINKS RELACIONADOS
Portal Vitruvius, out 2001 –  Refúgio  Biológico da Boa Vista em Itaipu
Portal ArcoWeb, jun 2003 – Um refúgio ambiental. E vernacular.
Folha Online, jul 2004 – Prêmio de Melhor Prática em Construção Sustentável
Revista AU, 2004 – Prêmio de Melhor Prática em Construção Sutentável